Tenho visto em diversos testes, exercícios ou trabalhos escolares que realizo a confusão infundada que meus alunos fazem com o uso dos pronomes oblíquos ME e MIM. Esclareço, pois, que a forma pronominal ME completa o sentido de um verbo sem o auxílio de uma preposição, seja ela qual for, ao passo que o pronome MIM vem sempre seguido de preposição (a, para, de, sem, por...). Dessa maneira, não se aceita construção como
Lúcia MIM ofereceu uma bebida.
O correto seria: Lúcia ME ofereceu uma bebida, assim como também seria correta a construção: Lúcia ofereceu uma bebida A MIM.
Note também
que, no último exemplo, a forma pronominal é pronunciada mais forte
(MIM) que a primeira (ME), o que justifica o fato de o primeiro
pronome ser TÔNICO (pronúncia mais forte) e o segundo ser ÁTONO
(pronúncia mais fraca).


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